terça-feira, 27 de dezembro de 2011

27/12/2011 - 2º dia – Puerto Maldonado

Trajeto percorrido: 576 km

Na noite do dia 26/12/2011, mediante novo convite de nosso gentil anfitrião, saíamos jantar com Fernando e sua família. Em Rio Branco dormimos no Hotel Majú, de propriedade do solícito José Alberto.

Dia 27/12/2011, às 06:30h, finalmente colocamos os pneus na estrada! Já no começo, por uma benção divina, conseguimos sincronizar nossos quatro comunicadores, permitindo que pudéssemos conversar, vibrar e sinalizar durante o percurso. Porém, ainda nos primeiros 500 metros, nos desencontramos, algo preocupante para uma viagem de 7.500 km... Tudo bem, falemos de coisas boas.

 Deixamos para trás Rio Branco e suas Hiluxs, cortando o estado o Estado do Acre rumo às terras fronteiriças da nação tupiniquim. Encaramos longas retas pela planície, encontrando fazendas de gado sadio e gordo, com fazendeiros em suas valentes camionetes. Como não se poderia esperar de motociclistas oriundos do mundo speed, o ritmo era forte.

Registramos nossa saída do Brasil em Assis Brasil e já nos deparamos com um de nossos inimigos: o calor. Nossa roupa parecia que era feita de fogo. Suar já não era suficiente. Foi desesperador.

Na aduana peruana uma agradável surpresa. Fizemos amizade com os policiais que brincaram muito conosco e até nos deixaram colar um adesivo da viagem no vidro da base. Ingressamos no país sem nenhuma dificuldade.

Porém, começaram a surgir as primeiras dificuldades. Em Napari, sequer conseguimos encontrar lugar para almoçar, tivemos que fazer um lanche rápido e nos preparar para encarar a chuva que já estava anunciada.

Seguimos pela “Carretera Del Pacífico” uma rodovia bem pavimentada que cortas as matas amazônicas. Passamos por vilarejos de incrível pequenez e pobreza. Como esperado, cada moto que passava era um sorriso e um aceno animado das crianças. O ritmo, porém, passou a ser outro. Deparamos-nos com uma seqüência de lombadas inesperadas que assustavam os mais experientes motociclistas. Onde menos se esperava elas surgiam, forçando-nos a fazer fortes freadas e perder o ritmo da jornada. Além disso, cruzamos com animais de todas as espécies. Não se passava 10 km, sem encontrar um cachorro, urubu, carneiro ou vaca pondo em risco a vida de quem conduzia pela rodovia. Encontramos não só rebanhos, como até uma boiada cruzando a estrada. Mesmo assim conduzimos seguros, sem arriscar em nenhum momento o restante da viagem.

Após 8:30h de viagem, chegamos, enfim a Puerto Maldonado, nossa primeira parada em terras peruanas. Encontramos um povoado de muita pobreza e atraso cultural. As camionetes agora dão lugar a motocicletas, e elas estão por toda parte. A cidade inteira é tomada por duas rodas. Todavia, a qualidade dos veículos faz com que as CGs dos motoboys de São Paulo pareçam veículos importados.

Paramos no hotel Cabana Quinta, onde descansaremos para encarar mais um trecho de viagem.
Amanhã deixamos a floresta tropical rumo aos Andes. Que venha a altitude!




















2 comentários:

  1. Força people, vocês estão ótimos!!!! Estamos aqui acompanhando tudo. PS da Angelica: pegaram o oxigenio? PS do Heitor: reflitam em Machu Pichu para não fazerem novamente uma loucura dessas!!! Beijos

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  2. oi tio neto tudo bem bonito ai ei goste saudades de vc abraço

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