Trajeto percorrido: 2.876 km
Ainda no dia 02/01 fizemos uma reunião para tratar do restante da viagem. O Paris-Dakar estava ali, ao nosso lado, e deixaríamos passar essa oportunidade?! Santiago também era uma possibilidade. Depois de muitos cálculos e discussões, deliberamos em manter o roteiro original. Desviar das lindas estradas que nos aguardavam para observar caminhões, carros e motos passando não nos pareceu uma boa opção.
No dia 03/01, saímos cedo de Iquique rumo à famigerada San Pedro de Atacama. Primeiramente seguimos por uma bonita, porém tediosa, rodovia à beira do Pacífico até Tocopilla. Passamos por impressionantes formações rochosas junto ao oceano, formando pequenas baías de rara beleza. Do outro lado da rodovia, gigantescas dunas nos protegiam do restante da civilização.
Após o primeiro abastecimento, deixamos o Pacífico e entramos em uma serra rochosa, repleta de curvas para brincarmos com nossas parceiras de duas rodas. Logo imaginamos que teríamos um dia de motociclismo e diversão. O Atacama nos pregava ali a primeira "peça”. Poucos quilômetros adiante as curvas cederam espaço para retas a perder de vista. A perder de vista mesmo! Só uma que eu anotei tinha 45 km ! E a paisagem também era pouco instigante.
A bagunça deu passagem ao tédio, juntamente com o sono. Particularmente nunca havia experimentado essa sensação, mas tive sono em cima de uma moto! A fama da polícia chilena nos intimidava a acelerar muito. Para animar utilizamos a sofisticada técnica do “balancê” (ficar com a moto de um lado para outros da pista, para tentar incrementar um pouco de emoção).
Diversos quilômetros adiante visualizamos o famoso vulcão que protege San Pedro de Atacama. Começaram então algumas curvas em meio a uma formação arenosa muito interessante. Por derradeiro, veio a tão esperada placa: “Bienvenidos a San Pedro de Atacama”.
A cidade é bem diferente do que eu imaginava. O famigerado local não passa de um pequeno vilarejo (pequeno mesmo) em meio ao nada. Suas poucas ruas de terra abrigam casas típicas de deserto, feitas de barro, sem laje e sem telhas. A infra-estrutura é precária. As ruas se parecem com um cenário de filme faroeste, dando também a impressão de estarmos em uma cidade cenográfica da Disney.
Instalamo-nos no Hilton Atacama, de propriedade do simpático e solicito Juan, detentor de um pequeno império na cidade. Ao lado do hotel Juan possui também um restaurante, um mini-mercado e um albergue. Além disso, tudo o que precisávamos, ele tinha: “Na mão do Juan é mais barato”.
Quando estávamos almoçando no restaurante Barros (de propriedade do Juan) vimos algumas nuvens carregadas vindo em direção à cidade. “Chuva no deserto, estão loucos!” – disse um desconfiado. E eis que o deserto nos pregava a segunda “peça”: poucos minutos após a pronúncia deste mantra, começou a chover. Pois é, fizemos chover no deserto! No começo tudo foi muito engraçado, não caía água naquele local desde fevereiro de 2011, era algo realmente muito raro e único.
Porém, quando ocorre algo que não é muito freqüente em um lugar, pode aguardar que logo vem problema. E assim foi. A chuva insistiu em permanecer, impossibilitando-nos de visitar a Laguna Cejar (uma que faz nosso corpo flutuar). No mais, acabou a luz da cidade, forçando-nos a usufruir das luxuosas instalações do hotel Hilton Atacama.
| Bonita vista do Pacífico no começo da viagem |
| Gigantescas dudas compunham a paisagem do outro lado |
| Paisagem típica do Pacífico |
| Ainda estava emocionante... |
| Próximos a San Pedro de Atacama |
| Típica rua da cidade |
| Luxuosas instalações do "hotel Hilton Atacama" |
| Chuva no deserto!!! |
| Juan, proprietário de um pequeno império em San Pedro |
| Mais uma fase cumprida!!! |
Haja Pique..... Qtas aventuras...
ResponderExcluirComo diz minha songra (mamis Laerte)
- Quanta disposição!!!
Beijinhos.... saudades muitA!!
Oi, estou acompanhado a aventura, muito legal, mas seu dedo hein?Que perigo, tudo fica duro ai?
ResponderExcluirSe cuidem, Beijos