Trajeto percorrido: 4820 km
Para variar um pouco, acordamos cedo. O relógio marcava 07:30h e já estávamos na estrada. O dia seria bem longo. Deixamos a linda e encantadora Vallenar (é lógico que é mentira!) rumo à Capital.
Rodamos 200 km entre a desolação do deserto e as lindas baías rochosas do Pacífico até a primeira abastecida. A estrada não tinha muita graça. Embora o asfalto fosse de excelente qualidade, predominavam longas retas. As escassas curvas eram tratadas como verdadeiros tesouros, cuidadosamente trabalhadas e intensamente curtidas.
Após a primeira parada, seguimos por mais 230 km entre a desolação do deserto e as lindas baías rochosas do Pacífico até a segunda abastecida. Já ouviu essa história? O mesmo se aplica à rodovia...
Após a segunda parada, seguimos.... vocês já conhecem a história. Mas dessa vez foi só por 40 km .
Entramos em uma rodovia que apontava “Papudo” (uma praia), rumo a Viña Del Mar. Então o cenário mudou completamente. Passamos por uma exuberante estrada sinuosa acompanhada por lindas praias (de areia, uma raridade por aqui) e mansões que alteravam entre o estilo praiano e o montanhoso em uma sintonia estarrecedora. O estilo é muito diferente do que temos no Brasil. Incrivelmente lindo e singular.
Passamos também por praias agitadas, com bares e restaurantes badalados, repletos de carrões e gente bonita.
Único ponto negativo foi o transito local, algo compreensível para um ensolarado sábado à tarde em uma bela praia a menos de 140 km (duplicados) da Capital do País.
Dado interessante são os carros no Chile, a variedade de veículos, marcas e cores destoam muito do que vemos no Brasil. Marcas que pouco valorizamos são constantemente vistas rodando pelas estradas. Cores diversas também compõem a frota local. E mesmo marcas consagradas apresentam uma variedade de lindos veículos que sequer desembarcaram no Brasil (algo até incompreensível ante a euforia de nossa economia).
Enfim chegamos a Viña Del Mar. Um pouco cansados pela estrada e pelo trânsito intenso, paramos em um dos primeiros restaurantes que possuía uma espetacular vista do mar. Após almoçarmos fomos surpreendidos com uma singela homenagem feita pelo proprietário do local. Ele nos chamou ao piano e colocou uma versão de “Aquarela do Brasil” que ele havia gravado em Guanabara em 1968, realmente tocante. Enfim fomos tratados com todo carinho e deixamos aquele local lisonjeados pelo tributo prestado à nossa nação.
Após passearmos por toda a extensão de Viña Del Mar, pelo avançado da hora, decidimos seguir até Santiago. Passamos por uma bela serra, ornada com belas vinícolas em seu entorno até chegarmos na Capital. Instalamos-nos no Hotel Ibis que fica logo na entrada (marca registrada desta rede).
À noite passeamos pelo Parque Arauco, conhecendo um pouco desta espetacular cidade que nos aguarda no próximo dia.
Nota: saindo Vallenar seguimos por mais 200 km de terras inférteis. Após, começou a surgir alguma vegetação. E só mais 250 km adiante realmente apareceu algo que nós podemos chamar de “verde”. Como saímos do extremo Norte do país, muito nos surpreendeu a grandiosa extensão de terras improdutivas do Chile. É metade do país! Se compararmos com o Brasil fica covardia. Esses portugueses de tolos não tinham nada...
| Neto e Laerte, cansados das motos, buscaram outros meios de transporte |
| Brasileiros que conhecemos no caminho |
| SalvoOlhem essas motos |
| Quatro ingleses viajam a oito meses com elas desdo o Canadá |
| Parque aeólico |
| Linda rodovia no caminho |
| Vista do restaurante |
| Homenagem prestada pelo Sr. Samuel |
| Viña del Mar |
| Viña del Mar. Uhuuuuu! |
Meu 'socio-irmão , Fiquei sem internet todos esses dias mas hoje acompanhei toda a viagem desde o 1 dia. Um espetaculo! Uma aventura! Realmente um sonho! Parabéns a todos.
ResponderExcluirGrande abraço...Fernando Barros
PS- Rafa, parabéns pela sua narrativa. Lendo pude viajar junto com vcs.
Gente, que coisa linda!!!! Vocês estão todos com uma cara de quem está curtindo muito. Ao falar com o meu papi no telefone, já sinto a empolgação: maravilhoooooso !!!
ResponderExcluirBeijos!